A lesma-do-mar fotossintética, Elysia timida, foi novamente alvo de notícia. Desta vez, o trabalho desenvolvido por biólogos portugueses foi divulgado no jornal Público, numa interessante reportagem da jornalista Teresa Firmino.
Esta notícia traz mais pormenores sobre o trabalho de investigação, de nome SymbioSlug, coordenado pelo Instituto Português de Malacologia (IPM). Como explica o investigador Gonçalo Calado, a novidade não é haver um animal que realiza fotossíntese, mas sim o mecanismo associado.
Os cloroplastos são comandados pelo núcleo das células vegetais, no entanto, estas lesmas-do-mar só ingerem os cloroplastos mas não os núcleos das células das algas das quais se alimentam. Portanto pode colocar-se a questão de como é que os cloroplastos continuam funcionais no interior do animal. Esta pergunta obteve resposta em 2008, através de uma equipa de investigadores norte-americanos que demonstraram que o próprio molusco já tem essa informação genética dentro das suas próprias células. Ou seja, ao longo do processo de evolução, houve troca de informação genética entre as algas e estes moluscos. Assim, são os genes do núcleo das células do molusco que coordenam a actividade dos cloroplastos "roubados" às algas.
Mais informações:
Para ler a notícia do Público, consultar o link: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1462604

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