Uma equipa de cientistas portugueses (Bruno Jesus, Gonçalo Calado, Patrícia Ventura) deu mais um passo no estudo das lesmas-do-mar fotossintéticas, ao publicar um artigo científico no Journal of Experimental Marine Biology and Ecology (2010).
Durante muito tempo pensou-se que a capacidade fotossintética estava limitada às plantas, até se descobrir que algumas lesmas-do-mar também possuem essa faculdade, através do “roubo” de cloroplastos das algas de que se alimentam, incorporandos-os nos seus tecidos, sendo esta uma alternativa para obter energia.
A pergunta a que os cientistas pretenderam responder era até que ponto este processo seria funcional. O que constataram foi surpreendente. Estudando a lesma-do-mar Elysia tímida, concluíram que algumns destes gastrópodes aproveitam melhor a luz solar do que as próprias algas. Isto é devido a aproveitarem melhor o ciclo da xantofila, usando pigmentos para transferir electrões; e, aproveitando o facto de serem animais, para além de deslocarem-se, podem enrolar partes do corpo, ou torná-lo mais achatado, para controlar a absorção de luz.
Nota: O IPM está envolvido neste projecto.
Fonte: Site da BBC – aqui.

0 comentários:
Enviar um comentário