Aves, bivalves e outros invertebrados: as oportunidades da alternância
Os estuários apresentam complexas teias tróficas, no contexto das quais os invertebrados bentónicos representam uma peça fundamental na disponibilidade alimentar dos predadores, sejam aves estuarinas, ictiofauna ou outros invertebrados.
Muitas destas espécies de predadores não são especialistas no que diz respeito à selecção das presas; no entanto, estudos mais aprofundados da ecologia e comportamento alimentar revelam preferências associadas a adaptações várias, o que é geralmente interpretado no sentido da maximização da biomassa ingerida com o mínimo dispêndio de energia.
No âmbito desta palestra os presentes serão convidados a dar um mergulho na ecologia alimentar das aves limícolas, espécies que contam com várias dezenas de milhar de indivíduos no estuário do Tejo, e que em grande parte são responsáveis pelos estatutos de conservação atribuídos a esta zona húmida de relevância ibérica e europeia.
Duas histórias de investigação paralelas propõem-se a desvendar alguns dos mistérios das intrincadas relações entre bivalves, outros invertebrados e aves limícolas, e vão responder a várias questões e levantar outras tantas: porque preferem algumas espécies de aves alimentar-se de poliquetas ou de bivalves? Porque seguem algumas aves a linha da maré? Desafia-se a audiência a encontrar as pistas para estas e outras questões ao longo da palestra…
Oradora:
Susana Rosa é bióloga, Doutorada em Biologia, tendo até 2006 exercido a sua actividade profissional no domínio da investigação. Desde 2006 integra o corpo técnico da ERENA, tendo participado em diversos projectos na área do Ordenamento do Território, consultoria ambiental, monitorização e Avaliação Ambiental Estratégica, bem como em projectos de investigação. Exerce actualmente a função de coordenadora científica. Entre 1999 e 2006 integrou a Direcção Nacional da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.






